Micro-chipagem ordenada a humanos (GP)

Publicado: 18/02/2009 em Outros

A micro-chipagem de seres humanos deixou de ser ficção científica;
A aplicação de RFID está a tornar-se algo de comum na América
1984, de George Orwell, é cada vez mais uma realidade – bebés, estudantes e idosos estão a ser micro-chipados

Por Mike Finch*
Fonte: AMERICAN FREE PRESS – 14 a 21 de Julho de 2008 – Número 29/29 – AFP Sobre o Estado Policial

Os Radio Frequency Identification Devices (RFID) – engenhos de identificação por frequência rádio – estão a ser aplicados de muitas maneiras a alguns seres humanos. Há várias formas com as quais o governo e entidades comerciais esperam lucrar através de tecnologias de identificação impressiva e GPS.

Em 2005, a Verichip Corp. criou com sucesso o “Hugs” Sistema de Protecção para Recém-nascidos, para hospitais. Desde então, os recém-nascidos recebem uma pulseira identificadora, na maioria dos hospitais principais. Ela é parecida com a pulseira electrónica que os que estão sob prisão domiciliária têm de usar.

A pulseira electrónica destina-se a prevenir o rapto de bebés nos hospitais. Sempre que uma criança é retirada da zona que lhe pertence, soa um alarme. Cerca de 230 recém-nascidos são raptados dos hospitais americanos, por ano. O sistema “Hugs” salvou um bebé em 2005.

Esta poderá ser uma ideia boa, mas abre o caminho para, no futuro, poderem monitorizar de perto crianças e idosos através de RFID, por motivos de “segurança”. Algumas fontes não verificadas da Internet informam que o Governo dos EUA, e de alguns Estados europeus, planeiam implantar RFID em todos os recém-nascidos, em substituição da fita de identificação colocada no tornozelo.

Uma escola, em Rhode Island, planeia monitorizar os alunos, electronicamente, através de Engenhos de Identificação por Frequência Rádio (RFID). Vão colocar micro-chips na mochila dos estudantes. A American Civil Liberties Union (ACLU) e demais grupos de apoio das liberdades civis dizem que os RFID são uma invasão da privacidade de cada um.

“Encorajar a colocação de RFID em crianças – ainda que só neste contexto limitado e discutível – só poderá resultar na sua pré-disposição, não intencional, para serem monitorizadas pelo governo noutros contextos e para onde quer que se desloquem, como se fosse perfeitamente normal e apropriado,” disse a ACLU.

O acesso aos RFID será feito via satélite através de pequenos sistemas de GPS incorporados nos chips. A escola poderá vigiar as crianças em todo o lado. Contudo, é provável que os jovens optem por deixar as mochilas na escola, sempre que não queiram ser monitorizados. Em consequência disso, as autoridades escolares poderão lutar por uma maior invasão da privacidade, nomeadamente, que os RFID sejam colocados na roupa ou que sejam injectados.

Em 2007, cerca de 200 doentes com Alzheimer receberam implantes de RFID, sem sistema de GPS, no âmbito de um teste de mercado levado a cabo pela Verichips. Os engenhos continham informações médicas que podiam ser lidas com um aparelho apropriado.

Após o início deste programa piloto, em 2007, muitos doentes com Alzheimer e pessoas com demência receberam implantes destes. Pouco tempo depois do teste de mercado da Verichip, amostras de RFID foram distribuídos na Alzheimer’s Community Care 2007 Educational Conference (Conferência Educacional de Cuidados 2007 da Comunidade de Doentes com Alzheimer). Num relatório da Fox News 2007, a Verichip ofereceu RFID gratuitos a qualquer pessoa que quisesse monitorizar um parente idoso. Actualmente, consta que a Verichip cobra US$200 por cada implante.

O Reino Unido tem planos concretos para implantar RFID chips em presos. Sabe-se que outras nações já implantaram RFID em presos, incluindo a Suécia e vários países da América do Sul.

Segundo os planos iniciais, os presos deverão ser injectados com um RFID, que pode ser monitorizado por scanner, com um acesso limitado e com uma quantidade de informações limitada. As autoridades do Reino Unido dizem que dentro em breve implantarão chips com capacidades de GPS para localizar os presos a qualquer momento.

Recentemente, a IBM requereu uma patente para um sistema que não só iria substituir os RFID em todos as peças de vestuário, como também iria seguir o rasto dessas peças de vestuário, a uma escala global. A patente implica que todo o vestuário vendido teria uma etiqueta RFID “global unique”, de futuro. A informação seria utilizada, em primeiro lugar, para fins de mercado, mas o governo também poderia aproveitar estas técnicas.

Segundo a patente, “a identidade exacta da pessoa ou certas características da pessoa podem ser determinadas (através do uso desta tecnologia). Esta informação é utilizada para monitorizar os movimentos da pessoa, dentro da loja ou noutras áreas… Monitorizar informações pode ser útil para uma publicidade direccionada e para melhorar os sistemas de vigilância existentes na loja. “

A informação RFID pode facilmente ser utilizada com a identificação de cartões de crédito, para fins de identificação. O potencial e o alcance da planejada base de dados teria, sem dúvida, implicações quanto a direitos humanos.

Em 2003, a Goodyear começou a usar RFID nos seus pneus, e todos os demais grande fabricantes testaram, ou estão a usar, RFID nos pneus, para prevenir a contrafacção, segundo informa RFID Update um website da indústria RFID.

Os RFID podiam facilmente ser utilizados para monitorizar pneus em qualquer parte do país, por interesses privados ou governamentais. Estão a ser ultimados planos para um programa de reconhecimento global de pneus, em nome de acabar com a sua contrafacção.

A Hitachi criou um chip RFID mais pequeno que um grão de areia. O chip de .002 polegadas x .002 polegadas pode ser implantado em papel, e pode ser utilizado para monitorizar tudo e mais alguma coisa. Os chips não têm capacidade de GPS, mas podem armazenar um número de 8 dígitos que pode ser lido com um scanner manual.

Este chip é 60 vezes mais pequeno do que a primeira geração micro-RFID da Hitachi. O antigo Mu-chip, que era o mais pequeno de todos, media .4 milímetros x .4 milímetros e cabia na ponta de um lápis. O Mu-chip já é utilizado para monitorizar e identificar artigos e para impedir a falsificação de bilhetes de concerto.

“A monitorização invisível faz lembrar o seu uso e abuso, inspirado pela ficção científica, como por exemplo, ser-se salpicado com o ‘pó inteligente’ para monitorização tipo Big Brother”, escreve o Associated Press.

Segundo uma fábrica de ideias governamental do Reino Unido, micro-chips serão implantados do cérebro humano, dentro dos próximos 30 anos. Os micro-chips fornecerão uma energia aplicada sensorial, permitirão uma comunicação de mente-para-mente (como um telemóvel implantado) e permitirão um marketing directo ao cérebro.

Esta previsão orwelliana abre a porta ao controlo directo da mente à verdadeira maneira de ‘1984’.

*Mike Finch é repórter interno do AFP. Tem um mestrado em jornalismo e está a trabalhar no seu doutoramento em comunicação

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