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Revista Espírito Livre - Ed. #061 - Abril 2014

Revista Espírito Livre – Ed. #061 – Abril 2014

Revista Espírito Livre - Ed. n #061
Revista Espírito Livre - Ed. n #061

O mês de Abril foi bastante especial. Especial pois tivemos a oportunidade de participar de uma iniciativa bastante ousada e ao mesmo tempo promissora. Mas como assim? Vamos lá: você consegue imaginar um FISL fora de Porto Alegre? Pois é nesta direção que caminhou o Pré FISL Amazônia. Mas antes que alguns pensem que o evento mudará de local, acalmem os ânimos. A proposta é fazer um evento irmão. Isso mesmo! Um evento que se comunicará com a edição do sul do nosso grandioso Brasil. E foi com essa premissa que aconteceu nos dias 10 e 11 de Abril em Belém/PA o primeiro passo para realização desta ousada tarefa.

O evento aconteceu, em dois dias, dentro de uma unidade do Instituto Federal e contou com a participação de um grande número de pessoas nas mais variadas atividades. Houve apresentações culturais, debates sobre temas importantes, encontro com os amigos distantes, roda de conversa e tudo que um bom evento deve oferecer.

A Rede Espírito Livre esteve presente durante o evento, traçando estratégias para as regiões Norte e Nordeste. Ministramos uma palestra e um minicurso sobre Produção Editorial com Software Livre, onde demonstrou-se a produção da Revista Espírito Livre. Conforme a palestra foi sendo apresentada, dúvidas dos participantes iam surgindo e eram prontamente solucionadas.

Várias atividades ocorreram simultaneamente e como sempre, não deu pra participar de tudo. O que é uma pena, já que este é um bom momento para se reciclar e aprender novas coisas.

Aos realizadores do Pre FISL Amazônia, deixamos o nosso muitíssimo obrigado pelo convite e em especial a Antônio Carlos e ao Davis Victor. Vocês mostraram que é possível a realização de um evento de qualidade no Norte. Que venham novos projetos e novos FISLs. A comunidade de Software Livre agradece!

Olá a todos e a todas, e um ótimo 2011!

nesta primeira postagem de 2011, gostaria de comentar uma entrevista do fundador do wikileaks, Julian Assange, uma das personagens mais citadas em 2010. Assange publicou no wikilieaks documentos tidos como sigilosos por vários governos ao redor do mundo, inclusive a respeito do Brasil.

Na entrevista (bate-papo) concedida a Chris Anderson no evento independente TED, Julian comenta porque o mundo precisa de iniciativas como o wikileaks, ou melhor porque precisamos vigiar o bigbrother.

Você confere a entrevista no vídeo a seguir. Ative a legenda em view subtitles.

 

Revista Espírito Livre - Ed. #015 - Junho 2010

Revista Espírito Livre - Ed. n #015 - Junho 2010
Revista Espírito Livre - Ed. n #015 - Junho 2010

CMS. Esse é um assunto que divide opiniões por diversos motivos. Talvez o mais evidente talvez seja que muitos desenvolvedores que gostam de construir seus projetos “na unha” consideram que o uso de um sistema de gerenciamento de conteúdo previamente construído é desnecessário ou que seu uso trás “efeitos colaterais”. Um destes efeitos seria a dependência da ferramenta com o passar do tempo, ou ainda o ato de se prender apenas ao templates (modelos de layout) já existentes. Não considerando apenas a questão do visual, os CMS exercem uma importante tarefa em praticamente qualquer sistema que dependa de atualizações constantes e dinamicidade. E quando o CMS tem seu código aberto, a experência de adaptá-lo a nossa necessidade se torna ainda mais gratificante.

Existem dezenas de CMS sendo utilizados por toda a Web, muitos deles mundialmente famosos e outros nem tanto. A edição deste mês conversou com diversos desenvolvedores, responsáveis por várias destas soluções. Além das entrevistas, casos de sucesso e outros relatos de uso de gerenciadores de conteúdo ilustram esse cenário dinâmico, onde os CMS se encontram.

Tivemos como entrevistados, Tristan Renaud, vice-presidente do Jahia Software Group, responsável pelo CMS Jahia; Mark Evans, líder do projeto glFusion e batemos um papo com Dan Fuhry e Neal Gompa, criadores do EnanoCMS. Também recebemos contribuições de Rafael Silva, criador do site Drupal Brasil, que em sua matéria traz motivos bastante convincentes quanto ao uso do Drupal, inclusive apresentando casos bem sucedidos de uso deste famoso CMS. Yuri Almeida aponta para uma vertente bem interessante em sua contribuição, falando dos CMS e a produção colaborativa de conteúdo. Rafael Leal traz um questionamento pertinente no título de sua matéria: Usar CMS desvaloriza o meu trabalho? Tivemos ainda outras contribuições sobre o assunto de capa que merecem toda a nossa atenção.

Além do tema CMS, Rodrigo Carvalho fala sobre como ter um media center movido a Linux, e para isso apresenta diversas soluções neste sentido. André Noel nos traz uma matéria intitulada “Ubuntu para todos nós!”, onde fala sobre Ubuntu, a história desta distribuição GNU/Linux e sua relação com o significado real da palavra “Ubuntu”. Kemel Zaidan faz uma reflexão bastante profunda sobre o termo “software livre”, além de o contrapor com outros conceitos. Wilkens Lenon aprofunda no conceito software livre, mostrando suas raízes, suas origens.

Nosso colunista Cezar Taurion fala sobre como contribuir para o Kernel Linux, enquanto Alexandre Oliva, aborda o tema Portabilidade, porém aplicado ao campo do software, uma proposta bem interessante por sinal.

Miguel Koren fala sobre o SpagoBI­, uma plataforma BI livre e aberta enquanto Klaibson Ribeiro traz uma dica que deve ser interessante para muita gente que trabalha em escritórios e precisa de fazer o papel timbrado da empresa. Carlisson Galdino apresenta seu nono episódio de Warning Zone, intitulado “Quarto de Hotel”.

A seção Quadrinhos tem estreia com Luis Gustavo da Silva que chega com duas tiras de sua autoria. Fernando Alkmin e José James também estão presentes.

A todos os colegas colaboradores que não foram mencionados aqui, o meu muito obrigado e convite para continuarem conosco na proposta da construção de uma publicação de qualidade e que é a cara do nosso leitor.

Aquele forte abraço a todos os envolvidos e nos vemos na próxima edição!

Começo esta postagem citando a wikipedia sobre o que é escravidão moderna, confesso que quando me deparei com este termo, cheguei a pensar em uma escravidão  em que  se colocava pessoas para fazer trabalhos pesados por muito pouco em troca de algo. Mas me deparei com uma triste realidade que as vezes tendemos a não acreditar, a escravidão moderna tem os mesmo traços da antiga.

Segundo a wikipedia escravidão moderna “é uma expressão genérica ou coletiva para aquelas relações de trabalho, particularmente na história moderna ou contemporânea, na qual pessoas são forçadas a exercer uma atividade contra sua vontade, sob a ameaça de indigência, detenção, violência (inclusive morte) ou outras formas de provação para si mesmos ou para membros de suas famílias.”

Fiquei chocado em saber que existe um número grandioso ainda de escravos no mundo, e mais ainda quando se faz um estudo e chega a uma sifra muito pequena para acabar com esse mal que tando maltratada pessoas sem oportunidades.

De que vale todo o poder político, econômico e intelectual que temos, se continuamos vendo seres humanos  serem escravizados?

Para ver o video clique no atalho abaixo.

http://www.ted.com/talks/lang/por_br/kevin_bales_how_to_combat_modern_slavery.html

Vivemos na “era probabilística” da informação, do conhecimento, e arrisco afirmar  que também do saber. Para assegurar as posições que serão apresentadas, uso um pouco do que as ciências ‘exatas’ nos vem afirmando, essa natureza probabilística das coisas. Na física quântica, mais especificamente na mecânica quântica, as menores partículas que compõem as coisas, possuem uma movimentação até então imprevisíveis, o que nos leva  a uma posição de não saber, no que tange a composição da matéria.

“Na mecânica quântica, uma partícula não possui uma posição ou velocidade bem definida, mas seu estado pode ser representado pelo que se denomina função de onda. Uma função de onda é um número em cada ponto do espaço, que indica a probabilidade de a partícula ser encontrada naquela posição.” (Stephen Hawking – O Universo numa casca de noz – São Paulo, 2001 – pg. 106)

“Há quem afirme que não se pode localizar exatamente um elétron, porque ele não se encontra em um lugar determinado.” (CARUSO & OGURI, 2006, P. 471).

Se todos os objetos ou corpos são formados pela matéria, que por sua vez é formada por átomos que são constituídos de elétrons, que estão em constante movimentação, movimentos esse imprevisíveis, podemos afirmas que os corpos/objetos estão em movimentos além dos que são conhecidos como os que obedecem a força da gravidade e demais leis da física clássica. Os corpos estão em movimento probabilístico, o que os coloca também em posições probabilísticas, sendo assim não se sabe a exata localização de uma corpo qualquer usando o que temos e conhecemos de instrumentos de localização.

Então temos a incerteza como um principio que rege as menores partículas que constituem a matéria, e conseqüentemente esta incerteza esta na regencia de nossos corpos.

“O limite imposto pelo principio da incerteza não depende da maneira pela qual você tenta medir a posição ou velocidade da partícula, nem do tipo de partícula. O principio da incerteza de Heisenberg é uma propriedade fundamental, inescapável, do mundo, e teve profundas implicações na maneira como vemos o mundo”.  (Stephen Hawking – Uma nova historia do tempo – pg. 95, 96)

“Existe um limite para os nossos poderes de observação e para o mínimo de perturbação que acompanha o nosso ato de observação, um limite que inerente à natureza das coisas e que nunca pode ser vencido pelo aperfeiçoamento da técnica e da habilidade do observador.”
(CARUSO & OGURI, 2006, P.468)

Se no campo físico temos todas essas incertezas sendo discutidas, com o advento da internet , um conjunto de incertezas têm afetado de forma significativa o conhecer humano e talvez o seu saber.

As informações não são fixas, nos informam algo que pode ser desinformado logo em seguida como a wikepedia.com, yahoo answer etc. e cada vez mais a quantidade de informações vem aumentando, o que nos exige uma melhor preparação para filtrar tais informações e trasformá-las em conhecimento. Conhecimento que é moldado por prováveis verdades encontradas nas informações que usamos para contituí-los.

Talvez essa probabilidade ‘generalizada’, nos  leve para um campo do saber com verdades multáveis, e que nos ajude a ter um devir mais sábio que o que estamos tendo na atualidade ou como diria Nietzsche “cheguemos ao super-homem” (Assim falava Zaratustra – Nietzsche).

Por outro lado,  a relatividade do saber é algo com que o homem/mulher tem que aprender a lidar, porém os avanços da ciência/tecnologia não estão sendo acompanhados com a velocidade que talvez fosse a ideal. Muitos estão excluídos destas revoluções científico-tecnológicas, e esta exclusão pode ser, na era probabilística, o provável não questionado.

http://www.cpflcultura.com.br/video/integra-que-pode-corpo-viviane-mose-e-dani-lima

http://www.guiaparanaense.com.br/artigos/a_natureza_probabilstica_do_mundo_quntico_e_sua_incerteza_imanente.html

Após os atendados de 11 de setembro de 2001, que derrubou as duas torres do WTC nos Estados Unidos da América, houve uma corrida para a ativação do que ficou conhecido popularmente como Echelon, que seria usados para interceptação de dados de telecomunicações. Informações disponível nos meios de comunicações foram violadas com apoio de companhias como AT&T dentro outras que chegaram até a ser processados por violação dos direitos de moradores de outros países.

Se um projeto como echelon tem a capacidade de interceptar e analisar tudo que traféga na grande rede, não sabemos, a verdade é que por algum motivo estão querendo ter o direito de invadir a nossa privacidade , desativar nossa internet e etc, usando a desculpa da propriedade intelectual. Esse é o teor do documento chamado ACTA, produzido por alguns países, e que tem influenciado muitos outros a seguir a mesma linha.

O ACTA permite aos países que acordaram, violar correspondência sem ordem judicial e intervir na comunicação pessoal. Encarrega os provedores de acesso à internet e os serviços de hospedagem de sites de vigiar e punir os internautas. Criminaliza, em especial, a troca não-comercial de arquivos via internet, o que ameaçaria milhões de pessoas com penas de prisão. E ainda pode barrar empresas como o google e IBM que fornecem serviços gratuitos e apoiam o software livre.

Contra esse tipo de tentativa de cerceamento de nosso direitos, que temos que levantar nossas vozes e dizer um MEGA-NÃO ao ACTA.

Blogagem coletiva proposta pelo Mega Não.

O Acordo Comercial Anticontrafação (ACTA, em inglês Anti-Counterfeiting Trade Agreement) é um tratado comercial internacional que está sendo negociado, com o objetivo de estabelecer padrões internacionais para o cumprimento da legislação de propriedade intelectual, entre os países participantes. De acordo com seus proponentes, como resposta “ao aumento da circulação global de bens falsificados e da pirataria de obras protegidas por direitos autorais”.

O tratado aparenta ser um complemento a um tratado anterior sobre propriedade intelectual, Acordo TRIPs, que foi severamente criticado por “defender” o domínio cultural e tecnológico dos países desenvolvidos sobre os subdesenvolvidos.

As negociações se iniciaram em outubro de 2007 entre a Estados Unidos, o Japão, a Suíça e a União Europeia, tendo sido depois integradas por Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Emiratos Árabes Unidos, Jordânia, Marrocos, México, Nova Zelândia e Singapura.

O tratado é bastante criticado pelo fato das negociações ocorrerem entre uma minoria e de forma sigilosa. E também pela existência de indícios, como os documentos vazados para o Wikileaks, de que o acordo planeja beneficiar grandes corporações com o prejuízo dos direitos civis de privacidade e liberdade de expressão do resto da sociedade.

Fonte: Wikipedia

“ACTA” é a abreviação de um planejado acordo comercial plurilateral   “Anti-Counterfeiting Trade Agreement”, que em português significa “Acordo comercial anti-falsificação”. Os órgãos supra-nacionais e estados participantes alegam que o objetivo é intensificar a luta contra falsificação de produtos. O acordo deve auxiliar a combater supostamente o problema crescente de falsificação de produtos. As negociações são mantidas secretas desde 2008 e devem terminar este ano. Os 38 participantes incluem a Suíça, os EUA, a União Européia, Canadá, Japão, Coréia, Singapura, Austrália, Nova Zelândia, México, Jordânia, Marrocos e os Emirados Árabes.

Fonte: Stop ACTA

Outras fontes:

Não é de hoje que, policiais maltratam os cidadãos de todo o Brasil, principalmente os de baixa renda, moradores de favelas e de pequenas cidades no interior, e demais estereotipados.

Parecem usar a máxima, culpado até que se provem o contrário. Para ajudar o cidadãos de bem que deveriam estar sendo protegidos e não coagidos, moradores de Santa Marta, Botafogo / RJ, criaram uma cartilha sobre como deve, e como não deve ser uma abordagem policial.

A cartilha além ter sido redigida com uma linguagem bem popular, tem alguns pontos muito importantes, como “se te chamar de PRETO SAFADO, estará cometendo crime de injúria racial”, a cartilha orienta também que ninguém pode ser tratado como suspeito(a) por causa da cor da sua pele ou da sua origem.

É apontado ainda, como uma pessoa deve se comportar quando chegar a delegacia, e os seus direitos de ficar calado e de ter uma testemunha, além de contar sua versão da história, caso algumas informação seja passada de forma “equivocada”. E o que acredito ser mais importante é que na cartilha mostra também como você pode fazer valer o seu direito.

Eu acredito que todos os brasileiros deveriam saber de todos os seus direitos e lutar para não ser tratado como marginal, por causa de estereótipos criados pela sociedade. Dar segurança a população, abordando, coagindo e prendendo marginais, é esse o papel da policia, não abusando da autoridade que tem para ridicularizar as pessoas e/ou impor medo a sociedade.

Para ler a cartilha clique na imagem acima ou no atalho abaixo.

Clique aqui para baixar a cartilha ABORDAGEM POLICIAL

8 de março de 2010 dia internacional da mulher. Fragilizadas pela sociedade sexista e excludente, assim como muitos outros grupos, as mulheres mesmo tendo seus direitos usurpados pela sociedade se sobressaíram, e hoje estão usufruindo de uma igualdade lhes atribuidas por direito natural.

Hoje é dia de lembrar das muitas mulheres que lutaram e lutam  pelos seus dreitos e contra o sexismo que teima em existir na nossa sociedade. Também deve ser aclamado aos que ainda não lutam por essa causa tão honroso e necessária.

A todas as mulheres, meus parabéns pela luta constante, não só contra os que retiram seus direitos, mas também lutam para que o mundo em que vivemos venha a ser  um lugar melhor.

Alguns exclarecimentos sobre a data:

Fonte: http://www.usp.br/agen/bols/2000/rede518.htm

Dia Internacional da Mulher: fatos e mitos

O dia 8 de março, em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, é constantemente associado a uma proposta da líder comunista alemã Clara Zetkin, feita em 1910, durante o II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas, ocorrido em Copenhague, para lembrar operárias mortas num incêndio que teria ocorrido em Nova York, em 1857. Segundo a socióloga Eva Alterman Blay, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, e coordenadora do Núcleo de Estudos da Mulher e Relações de Gênero (Nemge), “o acidente de 1857 não aconteceu” e, durante o Congresso, a líder comu-nista propôs um Dia Internacional da Mulher, porém, sem definir uma data precisa para as comemorações. “O dia 8 de março baseia-se em fatos históricos diferentes daqueles que são freqüentemente repetidos sem uma consulta adequada”, afirma.

De acordo com Eva Blay, o incêndio relacionado ao Dia Internacional da Mulher é o que ocorreu no dia 25 de março de 1911, nos EUA, na Triangle Shirtwaist Company (Companhia de Blusas Triângulo), uma fábrica têxtil que ocupava o oitavo, o nono e o décimo andar de um prédio. A Triangle empregava 600 trabalhadores, a maioria mulheres imigrantes judias e italianas, com idade entre 13 e 23 anos. Fugindo do fogo, parte dos trabalhadores conseguiu alcançar as escadas descendo para a rua ou subindo no telhado. Outros desceram pelo elevador. Mas a fumaça e o fogo se expandiram, e muitos trabalhadores pularam das janelas para a morte. Algumas mulheres morreram nas próprias máquinas. Houve 146 vítimas fatais, sendo 125 mulheres e 21 homens. No funeral coletivo ocorrido dia 05 de abril compareceram cerca de 100 mil pessoas.

No local do incêndio está construída uma parte da Universidade de Nova York, onde consta a inscrição: “Neste lugar, em 25 de março de 1911, 146 trabalhadores perderam suas vidas no incêndio da Companhia de Blusas Triangle. Deste martírio resultaram novos conceitos de responsabilidade social e legislação do trabalho que ajudaram a tornar as condições de trabalho as melhores do mundo.”

Segundo Eva Blay, é muito provável que o sacrifício das trabalhadoras da Triangle tenha se incorporado ao imaginário coletivo da comemoração do Dia Internacional da Mulher pela luta por elas travada. Mas o processo de instituição de uma data comemorativa já vinha sendo elaborado pelas socialistas americanas e européias há alguns tempo, e foi confirmado com a proposta de Clara Zetkin em 1910.

“O dia 08 de março passou a ser comemorado mais intensamente na década de 60, após o fortalecimento do movimento feminista, quando também passaram a ser discutidos problemas da sexualidade, da liberdade ao corpo, do casamento e dos jovens”, relata. Embora não se conheça com precisão por que o dia 8 de março foi escolhido, o fato é que ele se consagrou ao longo do século XX. A consagração do direito de manifestação pública veio com o apoio internacional, em 1975, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu a data como o Dia Internacional da Mulher.

http://www.usp.br/agen/bols/2000/rede518.htm

Em recente processo impetrado contra empresa de telefonia celular, o Juizado Especial Civil Central da capital de São Paulo condenou a Claro, em danos morais no valor de R$ 2.000,00, e ainda em multa diária de R$ 1.000,00 enquanto não efetuar o desbloqueio da linha.

Conforme entendimento do juizado restou comprovado o mal atendimento por parte da empresa e portanto “o ato ilícito praticado pela ré, com a prestação defeituosa do serviço de telefona celular até a presente data não desbloqueou a linha do aparelho descrita na inicial. É notório que fatos como este causam enormes prejuízos e perda de tempo, pois obriga o consumidor a ligar várias vezes para a empresa, aguardar na linha, sem, contudo, obter uma satisfação.

Assim, é de rigor o desbloqueio a linha celular do autor, no prazo de 5 (cinco) dias, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00 (mil reais) por descumprimento a partir da publicação da presente decisão. Faz jus, pois, o autor à indenização pelos danos morais suportados em decorrência da prestação de serviço defeituoso.”

O abuso do poder econômico das empresas, combinado com a falta de informação do consumidor e a descrença no Judiciário fazem com que as pessoas não lutem para verem seus direitos garantidos e acabem deixando pra lá os atos abusivos praticados pelas empresas. Por isso, casos como este merecem destaque! A fim de que os consumidores não se sintam desprotegidos e lutem por seus direitos. Bem como para coibir o descuido e constantes abusos praticados pelas empresas.
Processo Nº 100.09.310831-0

* Nota do editor: da decisão cabe recurso.

Fonte: Dra. Silvana Benedetti Alves – OAB/SP 187.432

http://www.endividado.com.br/materias_det.php?id=24353

 

Não desbloqueio de aparelho celular gera indenização

Em recente processo impetrado contra empresa de telefonia celular, o Juizado Especial Civil Central da capital de São Paulo condenou a Claro, em danos morais no valor de R$ 2.000,00, e ainda em multa diária de R$ 1.000,00 enquanto não efetuar o desbloqueio da linha.

Conforme entendimento do juizado restou comprovado o mal atendimento por parte da empresa e portanto “o ato ilícito praticado pela ré, com a prestação defeituosa do serviço de telefona celular até a presente data não desbloqueou a linha do aparelho descrita na inicial. É notório que fatos como este causam enormes prejuízos e perda de tempo, pois obriga o consumidor a ligar várias vezes para a empresa, aguardar na linha, sem, contudo, obter uma satisfação.

Assim, é de rigor o desbloqueio a linha celular do autor, no prazo de 5 (cinco) dias, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00 (mil reais) por descumprimento a partir da publicação da presente decisão. Faz jus, pois, o autor à indenização pelos danos morais suportados em decorrência da prestação de serviço defeituoso.”

O abuso do poder econômico das empresas, combinado com a falta de informação do consumidor e a descrença no Judiciário fazem com que as pessoas não lutem para verem seus direitos garantidos e acabem deixando pra lá os atos abusivos praticados pelas empresas. Por isso, casos como este merecem destaque! A fim de que os consumidores não se sintam desprotegidos e lutem por seus direitos. Bem como para coibir o descuido e constantes abusos praticados pelas empresas.
Processo Nº 100.09.310831-0

* Nota do editor: da decisão cabe recurso.

Fonte: Dra. Silvana Benedetti Alves – OAB/SP 187.432

Maria José Cotrim

O Movimento dos sem universidade – MSU realiza no sábado, 30, no Colégio Marista em Palmas um debate acerca das políticas públicas para o ensino superior no Brasil e no Tocantins. O debate começa a partir das 14h e engloba a discussão sobre o projeto de lei 180/ 08 que trata da reserva de cotas para alunos de escolas publicas, respeitando o percentual de negros e indígenas de cada região. Para falar do assunto, o convidado é Eduardo Xavier de Belo Horizonte.

Além dos universitários, professores e representantes do poder público, integrantes do movimento negro do Tocantins contribuirão no debate. Outro tema abordado no encontro, através de uma mesa redonda é o direito a educação, acesso e permanência nas universidades e as políticas de distribuição de bolsas universitárias no Estado do Tocantins. O debate sobre a temática será mediado pela Coordenadora do Centro de Educação popular, Maria Vanir Ilídio.

Na pauta de discussões também serão abordadas as novas políticas de acesso a Universidade no Brasil e o Reuni, o assunto será mediado pelo reitor da Universidade Federal do Tocantins – UFT, Alan Barbiero. Para encerrar o ciclo de debates, o evento também propõe uma discussão sobre os novos rumos da Unitins, uma oportunidade para falar da situação polêmica que a instituição passa e o reflexo disso para os acadêmicos, participa como convidado dessa mesa, o Pró – Reitor de Graduação da Unitins e Claudia de Almeida – estudante de Serviço Social da UNITINS.

O Movimento dos Sem Universidade surgiu e foi assim denominado em 2001, atua com formação, ação, organização com parcerias sociais, no sentido de abrir as portas das universidades para o povo. É uma organização fruto dos cursinhos populares que busca ações políticas para garantir o acesso ao ensino superior.

Contatos para inscrição e mais informações: 8416 91 83/ 9246 19 17