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Mais uma edição da revista espírito livre, degustem o PDF. segue integra do editorial
Revista Espírito Livre - Ed. #021 - Dezembro 2010 

Revista Espírito Livre - Ed. n #021 - Dezembro 2010
Revista Espírito Livre - Ed. n #021 - Dezembro 2010

Natal e Ano Novo. Duas importantes datas em um mês que vem recheado de novidades e esperanças quanto ao novo ano que se aproxima.

Esta edição da Revista Espírito Livre leva a você leitor, um tema que tira o sono de muita gente: Segurança. Fizemos questão de observar o tema numa ótica bastante abrangente, pois quando se fala em segurança, não se fala apenas em redes ou arquivos, mas também informações, mecanismos, métricas e tantos outros subtemas que o conceito de segurança envolve. Conversamos com diversos especialistas no assunto para elucidar algumas questões que envolvem o conceito e para entender um pouco mais sobre este mundo.

Como entrevista internacional, conversamos com Andrew Lewman, criador do Projeto TOR, que tem como objetivo proteger usuários contra a análise de tráfego, possibilitando assim uma solução que permite navegação anônima na internet. Como entrevistas nacionais, conversamos com Aderbal Botelho, profissional da área de segurança e perícia forense que nos ajuda a entender um pouco mais diversas questões cotidianas de um perito forense. Também conversamos com o profissional Rafael S. Ferreira, que também trabalha com análise forense e ferramentas que facilitam análise de dados e recuperação de informação. Albino Biasutti e Guilherme Chaves falam sobre segurança para leigos, apresentando de forma clara como estes podem se munir de métricas a favor da segurança de seus dados e computadores. Edgard Costa fala sobre segurança de documentos, um tema que merece atenção, ainda mais em tempos de certificações digitais e outros mecanismos que visam assegurar autenticidade em documentos.

Cesar Taurion traça uma linha do tempo do Open Source a partir de 2004 e revela algumas informações bastante pertinentes. Álvaro Justen apresenta o Arduino, projeto que engloba software e hardware e tem como objetivo fornecer uma plataforma fácil para prototipação de projetos interativos, utilizando um microcontrolador. Carlos Donizete apresenta na seção de Games, o Frogatto, um jogo no estilo plataforma, bem divertido e disponível em diversas arquiteturas.

Ricardo Ogliari prossegue com sua série de artigos sobre o Android e desta vez fala sobre a criação de aplicativos com o uso de banco de dados nesta plataforma. Aracele Torres fala sobre o WikiLeaks, tema em voga na mídia especializada e popular. Estes e tantos outros colaboradores fizeram, cada um em sua especialidade, o melhor de si para disponibilizarmos uma excelente edição para fechar o ano.

Como vocês poderão ver, a edição está recheada de ótimas contribuições. Gostaria aqui de deixar o meu agradecimento não somente aos parceiros que nos ajudaram nesta edição, mas em todas as edições da Revista Espírito Livre. Agradecimento extendido a nossa equipe de revisores e tradutores que também ajudam na medida do possível neste processo nada fácil. Aos colunistas que nos acompanham a cada edição, bem como tantos outros amigos que fazem da Revista Espírito Livre um projeto magnífico que já caminha para o seu segundo aniversário.

Para os leitores da Revista Espírito Livre, me resta desejar Boas Festas, e que todos tenham um ano de 2011 assim como o pintaram em seus sonhos: repleto de magia, mas envolto a muita realidade.
Um abraço a todos!

Vivemos na “era probabilística” da informação, do conhecimento, e arrisco afirmar  que também do saber. Para assegurar as posições que serão apresentadas, uso um pouco do que as ciências ‘exatas’ nos vem afirmando, essa natureza probabilística das coisas. Na física quântica, mais especificamente na mecânica quântica, as menores partículas que compõem as coisas, possuem uma movimentação até então imprevisíveis, o que nos leva  a uma posição de não saber, no que tange a composição da matéria.

“Na mecânica quântica, uma partícula não possui uma posição ou velocidade bem definida, mas seu estado pode ser representado pelo que se denomina função de onda. Uma função de onda é um número em cada ponto do espaço, que indica a probabilidade de a partícula ser encontrada naquela posição.” (Stephen Hawking – O Universo numa casca de noz – São Paulo, 2001 – pg. 106)

“Há quem afirme que não se pode localizar exatamente um elétron, porque ele não se encontra em um lugar determinado.” (CARUSO & OGURI, 2006, P. 471).

Se todos os objetos ou corpos são formados pela matéria, que por sua vez é formada por átomos que são constituídos de elétrons, que estão em constante movimentação, movimentos esse imprevisíveis, podemos afirmas que os corpos/objetos estão em movimentos além dos que são conhecidos como os que obedecem a força da gravidade e demais leis da física clássica. Os corpos estão em movimento probabilístico, o que os coloca também em posições probabilísticas, sendo assim não se sabe a exata localização de uma corpo qualquer usando o que temos e conhecemos de instrumentos de localização.

Então temos a incerteza como um principio que rege as menores partículas que constituem a matéria, e conseqüentemente esta incerteza esta na regencia de nossos corpos.

“O limite imposto pelo principio da incerteza não depende da maneira pela qual você tenta medir a posição ou velocidade da partícula, nem do tipo de partícula. O principio da incerteza de Heisenberg é uma propriedade fundamental, inescapável, do mundo, e teve profundas implicações na maneira como vemos o mundo”.  (Stephen Hawking – Uma nova historia do tempo – pg. 95, 96)

“Existe um limite para os nossos poderes de observação e para o mínimo de perturbação que acompanha o nosso ato de observação, um limite que inerente à natureza das coisas e que nunca pode ser vencido pelo aperfeiçoamento da técnica e da habilidade do observador.”
(CARUSO & OGURI, 2006, P.468)

Se no campo físico temos todas essas incertezas sendo discutidas, com o advento da internet , um conjunto de incertezas têm afetado de forma significativa o conhecer humano e talvez o seu saber.

As informações não são fixas, nos informam algo que pode ser desinformado logo em seguida como a wikepedia.com, yahoo answer etc. e cada vez mais a quantidade de informações vem aumentando, o que nos exige uma melhor preparação para filtrar tais informações e trasformá-las em conhecimento. Conhecimento que é moldado por prováveis verdades encontradas nas informações que usamos para contituí-los.

Talvez essa probabilidade ‘generalizada’, nos  leve para um campo do saber com verdades multáveis, e que nos ajude a ter um devir mais sábio que o que estamos tendo na atualidade ou como diria Nietzsche “cheguemos ao super-homem” (Assim falava Zaratustra – Nietzsche).

Por outro lado,  a relatividade do saber é algo com que o homem/mulher tem que aprender a lidar, porém os avanços da ciência/tecnologia não estão sendo acompanhados com a velocidade que talvez fosse a ideal. Muitos estão excluídos destas revoluções científico-tecnológicas, e esta exclusão pode ser, na era probabilística, o provável não questionado.

http://www.cpflcultura.com.br/video/integra-que-pode-corpo-viviane-mose-e-dani-lima

http://www.guiaparanaense.com.br/artigos/a_natureza_probabilstica_do_mundo_quntico_e_sua_incerteza_imanente.html